terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Terra vista por Maria Dias

Fica aqui algumas fotografias gentilmente enviadas por Maria Dias tiradas pela Terra.



     

        


     
      

sábado, 15 de outubro de 2011

Esgotos a céu aberto na Terra

No dia 12 de Outubro do corrente ano a Terra foi noticia no Primeiro Jornal no canal SIC. Para quem não teve a possibilidade de ver fica aqui o excerto da noticia. 


As Águas do Zêzere e Côa são os responsáveis pelo sistema  multi municipal de saneamento de águas residuais e como se pode constatar mais uma vez, assobiam para o lado como nada fosse. O que é certo é que o ouve uma alteração ao projecto inicial para diminuir custos e agora quem paga a factura é a Terra.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Extinção da Autarquia na Terra


Após a análise ao documento verde da reforma local cheguei à conclusão que:

As Águas aparece na lista de extinções de Autarquias e "pasmem-se" unicamente por faltar 1 (um) habitante.

Eu explico:
Penamacor está classificado como um Município de Nível 3, considerando que tem uma densidade populacional inferior a 100 habitantes por km2. Nos Municípios de Nível 3 os critérios de organização territorial das Freguesias contemplam as seguintes premissas:

1. Nas Sedes de Concelho, a existência de apenas uma Freguesia;
2. Em Freguesias com a Área Predominantemente Rural (APR) a existência de um mínimo de 500 habitantes por Freguesia;
3. Em Freguesias com a Área Maioritariamente Urbana (AMU) a existência de um mínimo de 1000 habitantes por Freguesia.

Quadro de critérios base do documento verde:

Existem no entanto duas excepções à regra mencionadas no ponto 2:
Nos Municípios onde se tenha verificado um decréscimo populacional superior a 10% na última década, comprovado pelo levantamento censitário realizado no corrente ano, o critério base para a manutenção da Freguesia com (APR) é a existência de um mínimo de 300 e não de 500 habitantes. Se a Freguesia se situar num raio superior a 15 Km da Sede do Município, o critério base passa a ser um mínimo de 150 habitantes.

Excepções à regra do ponto 2 do documento verde:

Conclusão:
As Águas está classificada na premissa Nº2 do nível 3, uma vez que houve um decréscimo populacional no Município de Penamacor superior a 10% aplica-se as excepções à regra no ponto 2, passando o critério a ser a existência de um mínimo de 300 habitantes ou se, se situar num raio superior a 15km da sede do Município passando para o mínimo a 150 habitantes.

Ora com indica o quadro avançado pela Anafre as Águas está a um raio de 6,879 km da sede do Município, (bem inferior a uma da excepções à regra) e tem uma população de 299 habitantes, apenas a 1 (um) habitante de se aplicar uma das excepções à regra (a existência de um mínimo de 300 habitantes) o que levaria as Águas a desaparecer do quadro e como consequência da não extinção da autarquia na Terra.

Quadro com dados avançados pela Anafre


Fonte: Anafre e Governo de Portugal

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Capela do Espírito Santo


Capela oitocentista construída sobre uma primitiva, provavelmente seiscentista, destacando-se, no seu interior, o retábulo-mor de talha marmoreada de relativa boa qualidade, com o espaldar decorado por cartela fitomórfica. Pináculos da fachada principal são facetados e piramidais, assentes em altos plintos cúbicos, seguindo uma tipologia pouco comum.



Séc. 17 - provável construção da primitiva capela; séc. 18, 2.ª metade - edificação do retábulo-mor; 1758 - referida nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo cura Francisco Homem de Azevedo, como pertencente à freguesia; séc. 19 - construção da actual capela, sobre uma primitiva; 1937, 26 Dezembro - constituição da Confraria de Nossa Senhora do Rosário; 1940 - tinha um altar com as imagens da Santíssima Trindade, São Gregório, Nossa Senhora do Rosário e São Domingos.


Planta longitudinal simples, de espaço único; disposição horizontal das massas e cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em alvenaria de granito. Fachada principal virada a O., em empena com cruz latina no vértice, com hastes floreadas, rasgada por portal em arco de volta perfeita, assente em impostas salientes e com moldura de granito, sobre a qual surge a inscrição:
"RESTAURADA / PELO . POVO / EM . JAN. 1950" sobre os cunhais, pináculos facetados piramidais, assentes em plintos cúbicos. Fachadas laterais semelhantes, rasgadas por fresta em arco de volta perfeita, junto ao altar-mor, com moldura de granito. Fachada posterior cega, em empena. interior rebocado e pintado de branco. Sobre supedâneo de granito de um degrau, o retábulo-mor de talha policromada a imitar marmoreados azuis, vermelhos, verdes e brancos, com apontamentos dourados, de planta recta e corpo convexo, de um eixo formado por nicho central contracurvado, tendo o fundo pintado de azul, pontuado por flores, sendo flanqueado por pilastras dóricas e colunas de fuste liso, com o terço inferior marcado por festões e capitéis coríntios; ático em frontão interrompido, a flanquear espaldar contracurvado, rematado por cornija curva e por acantos, tendo, no centro, cartela envolta por elementos fitomórficos; altar paralelepipédico, com frontal em forma de urna, decorado com cartela de acantos.

Fonte:monumentos.pt

domingo, 11 de setembro de 2011

O nosso Madeiro

No dia em que partilhei este video no Grupo de Águas no Facebook tinha como ideia partilha-lo também aqui, acabei por me esquecer, mas mais vale tarde que nunca.

O video é uma compilação de registos que se foram tirando ao longo dos anos na realização do Madeiro na Terra.

O Madeiro é das poucas tradições que ainda se vão mantendo na Terra tendo tido algumas alterações ao longo dos anos. Era cortado à mão e transportado em carros de bois, agora é cortado com motosseras e transportado por tractores contudo o objectivo é o mesmo, que se encontre dia 8 de Dezembro no adro da Igreja para se acender dia 24 do mesmo mês. A responsabilidade de o organizar cabe aos mesmos, os chamados "Mancebos das sortes", aqueles que vão à inspecção do serviço militar desse ano, apesar de cada vez serem menos e por vezes nem existir nenhum, mas não é por isso que se deixa de realizar, tudo isso pelo espírito que sempre acompanhou o Madeiro, a união daqueles que colaboram na realização do mesmo e que não deixam a tradição acabar, isto tudo aliado à colaboração da população e daqueles que todos os anos emprestam as maquinas tudo para que a tradição não acabe. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Igreja Velha de Águas / Igreja de São Marcos

Antiga Igreja Matriz, "Igreja de são Marcos" actualmente casa mortuária  teve execução de nova cobertura em betão e colocação de pavimentos em tijoleira; alteamento das empenas; remoção dos retábulos laterais e confessionário; restauro da imaginária, retábulo e pintura do arco triunfal por Paula Mendes Gameiro.

Séc. 17 - provável construção do imóvel; 1665 - primeiro assento de casamento; 1669 - primeiros assentos de baptismo e óbito; séc. 18 - execução do lavabo da sacristia; 1707 - o arciprestado de Penamacor integrava 21 igrejas, as das freguesias do concelho, incluindo Águas, e as de Sortelha, Malcata, Santo Estêvão e Casteleiro; era um curato apresentado pelos fregueses; 1712 - o Padre Carvalho da Costa refere que a freguesia tinha 50 vizinhos; 1747 - no Dicionário Geográfico, surge referida como tendo três altares, o mor, dedicado a São João Evangelista, o de Nossa Senhora do Rosário (Evangelho) e de Santa Luzia (Epístola); o pároco é cura apresentando pelos fregueses que lhe pagavam 150 alqueires de centeio; 1755 - existia uma data numa porta interior identificando algumas obras, talvez a execução do retábulo-mor e alteração a nível dos vãos da nave; 1758 - a igreja é referida nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo cura Francisco Homem de Azevedo, como estando situada no interior da povoação, tendo o altar-mor, dedicado a São Marcos, e os retábulos de Nossa Senhora do Rosário e de Jesus Cristo; tinha uma irmandade do Santíssimo Sacramento; o cura, apresentado pelos moradores, recebia de côngrua 60$000; séc. 19 - reconstrução e execução dos retábulos colaterais; feitura de imaginária; 1840 - data na porta exterior da sacristia; 1879 - o Padre Luís António Leitão ofereceu um sino à igreja; 1881 - construção da torre pela Junta da Paróquia *2; séc. 20 - alteamento da igreja, visível acima do remate em friso e cornija; feitura de imaginária; 1928 - execução da imagem de Nossa Senhora do Rosário pelo escultor José Fernando Torrós Honorado, de Santo Tirso; 1940 - possuía o altar-mor com a imagem da Santíssima Trindade, São Marcos e Nossa Senhora da Conceição, surgindo, ainda os altares colaterais do Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora de Lourdes, e os laterais de Nossa Senhora do Rosário e Almas.

*1 - existiam dois altares laterais, ainda referidos na década de 30 do séc. 20; o nicho da Epístola tinha confessionário e existia grade a proteger o retábulo colateral do mesmo lado. 
*2 - segundo os locais, a pedra era proveniente do cemitério antigo, localizado ao lado da Igreja.

Registo anterior à construção da nova igreja Matriz
Fonte:monumentos.pt

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo de Águas suspensa

É provavelmente o artigo que mais me custou publicar neste blog, segundo avança o jornal Publico na sua página de internet a organização que leva a cabo  a Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo anuncio a sua suspensão por falta de apoios, esta seria a quarta edição. 


Fica a noticia avançada pelo Jornal Público:

O Clube Aventura e a Megre Motorsport, organizadoras da Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo de Penamacor, suspenderam a quarta edição do certame, marcada para 17 e 18 de Setembro. Estas organizações apontam a falta de apoios para esta decisão.

“A crise económica que se sente, de forma particularmente intensa nas regiões do interior, impossibilitou que fossem reunidos os apoios mínimos indispensáveis para levar a cabo mais uma edição deste projecto”, explicou Ricardo Megre.

O presidente do Clube Aventura disse que foram feitos todos os esforços para manter de pé a iniciativa. “Nos últimos dois anos foi o apoio da Câmara de Penamacor que permitiu a realização da feira, numa região tão parca em iniciativas de cariz cultural. Sem esse apoio e na falta de outros que tentámos obter para colmatar essa falha, vimo-nos obrigados a tomar esta penosa decisão”, lamentou aquele responsável.

A Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo decorria desde 2008 na quinta bicentenária que a família Megre possui em Águas, freguesia do concelho de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. A mostra apresentava o vasto espólio que José Megre reuniu enquanto engenheiro mecânico, piloto de automóveis e, sobretudo, como viajante do mundo. Viaturas desportivas, veículos clássicos, motos, tractores, máquinas agrícolas, antiguidades e um museu de miniaturas e brinquedos eram mostrados anualmente ao público, num certame que no ano passado teve cinco mil visitantes.
Fonte: publico.pt