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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Extinção da Autarquia na Terra


Após a análise ao documento verde da reforma local cheguei à conclusão que:

As Águas aparece na lista de extinções de Autarquias e "pasmem-se" unicamente por faltar 1 (um) habitante.

Eu explico:
Penamacor está classificado como um Município de Nível 3, considerando que tem uma densidade populacional inferior a 100 habitantes por km2. Nos Municípios de Nível 3 os critérios de organização territorial das Freguesias contemplam as seguintes premissas:

1. Nas Sedes de Concelho, a existência de apenas uma Freguesia;
2. Em Freguesias com a Área Predominantemente Rural (APR) a existência de um mínimo de 500 habitantes por Freguesia;
3. Em Freguesias com a Área Maioritariamente Urbana (AMU) a existência de um mínimo de 1000 habitantes por Freguesia.

Quadro de critérios base do documento verde:

Existem no entanto duas excepções à regra mencionadas no ponto 2:
Nos Municípios onde se tenha verificado um decréscimo populacional superior a 10% na última década, comprovado pelo levantamento censitário realizado no corrente ano, o critério base para a manutenção da Freguesia com (APR) é a existência de um mínimo de 300 e não de 500 habitantes. Se a Freguesia se situar num raio superior a 15 Km da Sede do Município, o critério base passa a ser um mínimo de 150 habitantes.

Excepções à regra do ponto 2 do documento verde:

Conclusão:
As Águas está classificada na premissa Nº2 do nível 3, uma vez que houve um decréscimo populacional no Município de Penamacor superior a 10% aplica-se as excepções à regra no ponto 2, passando o critério a ser a existência de um mínimo de 300 habitantes ou se, se situar num raio superior a 15km da sede do Município passando para o mínimo a 150 habitantes.

Ora com indica o quadro avançado pela Anafre as Águas está a um raio de 6,879 km da sede do Município, (bem inferior a uma da excepções à regra) e tem uma população de 299 habitantes, apenas a 1 (um) habitante de se aplicar uma das excepções à regra (a existência de um mínimo de 300 habitantes) o que levaria as Águas a desaparecer do quadro e como consequência da não extinção da autarquia na Terra.

Quadro com dados avançados pela Anafre


Fonte: Anafre e Governo de Portugal

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Capela do Espírito Santo


Capela oitocentista construída sobre uma primitiva, provavelmente seiscentista, destacando-se, no seu interior, o retábulo-mor de talha marmoreada de relativa boa qualidade, com o espaldar decorado por cartela fitomórfica. Pináculos da fachada principal são facetados e piramidais, assentes em altos plintos cúbicos, seguindo uma tipologia pouco comum.



Séc. 17 - provável construção da primitiva capela; séc. 18, 2.ª metade - edificação do retábulo-mor; 1758 - referida nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo cura Francisco Homem de Azevedo, como pertencente à freguesia; séc. 19 - construção da actual capela, sobre uma primitiva; 1937, 26 Dezembro - constituição da Confraria de Nossa Senhora do Rosário; 1940 - tinha um altar com as imagens da Santíssima Trindade, São Gregório, Nossa Senhora do Rosário e São Domingos.


Planta longitudinal simples, de espaço único; disposição horizontal das massas e cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em alvenaria de granito. Fachada principal virada a O., em empena com cruz latina no vértice, com hastes floreadas, rasgada por portal em arco de volta perfeita, assente em impostas salientes e com moldura de granito, sobre a qual surge a inscrição:
"RESTAURADA / PELO . POVO / EM . JAN. 1950" sobre os cunhais, pináculos facetados piramidais, assentes em plintos cúbicos. Fachadas laterais semelhantes, rasgadas por fresta em arco de volta perfeita, junto ao altar-mor, com moldura de granito. Fachada posterior cega, em empena. interior rebocado e pintado de branco. Sobre supedâneo de granito de um degrau, o retábulo-mor de talha policromada a imitar marmoreados azuis, vermelhos, verdes e brancos, com apontamentos dourados, de planta recta e corpo convexo, de um eixo formado por nicho central contracurvado, tendo o fundo pintado de azul, pontuado por flores, sendo flanqueado por pilastras dóricas e colunas de fuste liso, com o terço inferior marcado por festões e capitéis coríntios; ático em frontão interrompido, a flanquear espaldar contracurvado, rematado por cornija curva e por acantos, tendo, no centro, cartela envolta por elementos fitomórficos; altar paralelepipédico, com frontal em forma de urna, decorado com cartela de acantos.

Fonte:monumentos.pt

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Igreja Paroquial

Se há coisas que me orgulho desta Terra é sem duvida a Igreja, esta mesmo que a Manuela escolheu para ser o cabeçalho do blog, se muitos passam por ela e lhe é indiferente, não consigo passar por lá uma única vez sem a contemplar e imaginar que, se ela aqui foi construída muito mais importância tinha esta Terra que agora ...
É simplesmente uma Igreja que está em vias de classificação a Património Nacional, e é projecto de um dos maiores arquitectos Portugueses ( Nuno Teotónio Pereira) e obras do Artista Plástico ( Jorge Vieira).  É das primeiras Igrejas de arquitectura Moderna construída em Portugal, mandada construir por Dr. Domingos Megre, um homem que teve a ousadia de encomendar a um arquitecto novato a responsabilidade da que viria a ser a principal Igreja da Terra.

Projecto: 1949-1955
Obra (conclusão): 1957
Arquitecto: Nuno Teotónio Pereira
Estudo Cromático: Frederico George
Intervenções Plásticas: Jorge Vieira, António Lino, António Paiva
Construção: Mestre João Cartola
Cliente: Casa Megre
Algumas fotografias de sua construção:
Dr. Domingos Megre com o Pároco