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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Novas Termas podem surgir no Concelho

O Balneário na década de 1940 (In Acciaiuoli, 1942)
Muito se tem falado ultimamente da legalização das Termas da Terra, Termas essa centenárias com várias registos em diversos livros como é por exemplo  "referenciada nas Ordenações do Marquês de Pombal aos párocos: “Águas de Penamacor, junto a este lugar nasce, numa rocha, um olho de água, com sabor a enxofre, a que chamam Fonte Santa, de usam os da terra nas enfermidades de hidropisia”, escreve o padre Francisco Homem de Azevedo (cit. Acciaiuoli 44, II: 75). O Dr. Francisco Tavares escreve em 1810 que “ no lugar de Águas de 20 ou 30 fogos, nasce horizontalmente, debaixo duma rocha, pouco mais ou menos de um anel de água clara, com cheiro hepático que longe do sítio se percebe, sabor semelhante, de calor cerca de 67º F [...] Tem no mesmo sítio da nascente um pequeno poço que apenas cobre meio corpo, aonde sem reparos nem cautela alguma, tomam alguns banhos, de cujo uso ainda assim narra o povo bons efeitos, dos que são próprios das águas sulfurosas como esta”.Também Lopes (1892:340) se refere a duas emergências: “Uma delas brota de uma pequena fonte, e outra emerge de um poço de um metro de altura, no qual, com proveito, tomam banho de água e de lodo fusco que ela deposita os doentes com reumatismo e dermatoses. As águas ainda não foram analisadas, parecendo ser sulfúreas e superhídricas, têm 20º de temperatura"."

Bibliografia

Acciaiuoli: 1942; 1944;1949-50; 1953. Azevedo 1758,Brandt 1881, Calado 1995,Chernovitz 1878, Contreiras 1937, Contreiras 1951, Costa 1819,Cunha 1841, Dias 1951, Félix 1877, Landeiro 1988, Lopes 1892, Tavares, 1810, Vale 1845.Le Portugal hydrologique et Climatique, 1930-1942. 

Agora em pleno século XXI surge interesse em novas Termas no Concelho de seu nome Termas de São Tiago como avança a Rádio Cova da Beira. Esperemos que nada tenha a ver o interesse nas novas Termas com as Termas da Terra e que a legalização das "Termas da Fonte Santa" siga o seu processo normalmente.


À que salientar que as águas  com sabor a enxofre, a que chamam Fonte Santa são da Terra e nada têm, nem terão, a ver com supostas Termas de São Tiago e esperemos que os iluminados do Concelho não deitem tudo a perder com o egocentrismo que há muito perdura por aquelas bandas.


Fica a noticia na integra da Rádio Cova da Beira:

TERMAS DE SÃO TIAGO: INTERESSE MUNICIAL RECONHECIDO
A assembleia municipal de Penamacor aproou por maioria a proposta do executivo no sentido de reconhecer o interesse público municipal daquele equipamento,que vai estar associadas à unidade hoteleira da vila, mas o tema acabou por motivar as críticas de Francisco Barreto na última reunião do órgão.
Há vários anos que o autarca de Águas se tem vindo a bater pelo licenciamento das Tremas da Fonte Santa, sediadas naquela freguesia, e Francisco Barreto lamenta que "nunca tenha sido proposto a declaração de interesse público dessas termas, que são as únicas que estão licenciadas no nosso concelho, que já se encontram a funcionar, e que que podem ser uma mais valia para toda a região pois vem pessoas do pais todo para se tratarem, não é para fazer brincadeiras".


Uma posição desvalorizada pelo presidente da câmara de Penamacor. Domingos Torrão garante que "a câmara continua interessada no aproveitamento das termas de Águas pois todo o investimento que ali foi feito coube exclusivamente à autarquia e esse outro projecto em nada colide com o novo balneário termal que se pretende construir na unidade hoteleira e qualquer investimento que venha para o concelho de Penamacor é bem vindo".


Também a bancada da coligação “Todos por Penamacor” mostrou algumas reservas quanto a este projecto e quis saber se esse novo balneário termal já está licenciado pelas entidades competentes "as termas não se criam por decreto e queremos saber se o que está em cima da mesa é um spa ou umas termas só de nome". António Bento saúda ainda a concretização deste investimento, feito em moldes diferentes do que inicialmente estava previsto "o investidor é conceituado e o projecto não deixa dúvidas ao contrário do que sucedeu inicialmente" com a constituição da sociedade malcatur "no processo de construção do hotel".


Domingos Torrão garante que "todo o processo de licenciamento está a decorrer de acordo com os trâmites legais" e espera que "as análises à qualidade da água venham a comprovar a sua utilização terapêutica mas isso é um caminho longo e sob o qual não devemos fazer futurologia".


Apesar dos reparos a bancada da oposição votou a favor desta proposta da autarquia. A única abstenção foi a do presidente da Junta de Freguesia de Águas.
Nuno Miguel
[ 2011-06-29 11:58:02

domingo, 20 de março de 2011

16 de Março de 2011 é uma data a reter

Segundo a noticia da Rádio Cova da Beira, o dia 16 de Março de 2011 é uma data histórica para a Terra e para o Concelho. Isto porque, segundo é avançado, foi assinado a concessão e exploração das Termas.


Perante esta assinatura existe um conjunto de obrigações com prazos a cumprir sendo estas:

Uma nova captação no prazo de 24 meses, o estudo médico e hidrológico, no prazo de 36 meses, elaboração de um projecto de construção de um novo estabelecimento termal, de acordo com as normas estabelecidas.


O contrato de concessão das termas de Águas é por um período de 50 anos, renovável por mais 20 e não impede o município de concessionar a exploração a terceiros. 

Pode ver a noticia na sua totalidade na página da  Rádio Cova da Beira

Há que salientar todos os esforços feitos por todos os intervenientes para que este dia se torna-se realidade.

É sem dúvida um marco na história desta Terra.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Memória de um Natal passado

Um dia, de volta por este imenso aglomerado de partilha que é a Internet, dei por mim a ler um artigo de uma memória de um Natal, uma vez que o artigo não refere local a curiosidade levou-me a questionar a autora de seu nome São Teixeira Pereira onde teria sido passado aquele natal. Adivinhem... foi nas Águas.


Desfrutem...

"Um dos natais passados, que mais me marcou, foi o Natal de 1973.
Foi passado na “terra”, como se costuma dizer quando nos referimos à terra dos nossos pais e avós.
Dessa vez foi na casa dos meus avós paternos. Na verdade já só a minha avó era viva, mas esforçou-se por me transmitir todas as tradições do Natal na “terra”. Mesmo aquelas que ela dizia que habitualmente eram levadas a cabo pelo meu avô.
Lembro-me que estava frio, muito muito frio!
Nunca tinha tido tanto frio na minha vida.
Primeiro preparámos o presépio. Para assentar o presépio fomos apanhar musgo nas zonas mais húmidas da horta em frente à casa. Em volta do poço, junto aos muros…
Sempre com muito cuidado para não danificar e despedaçar o musgo. Escolhemos o mais verdinho e macio. Este era um trabalho que a minha avó dizia ser habitualmente levado a cabo pelo meu avô.
Depois, colocámos sacos de lona no chão, de soalho, num canto da sala e dispusemos cuidadosamente o musgo.
Ficou lindo!
Sem fendas!
Completamente uniforme!
Parecia um manto de veludo verde!
Nunca antes tinha imaginado ver tanta beleza num pedaço de musgo.
De seguida foram colocadas as figuras do presépio, e a casinha de palha. Este foi um trabalho da minha avó, pois eu ainda tinha que aprender e era necessário muito cuidado para não quebrar as peças de porcelana antiga, passadas de geração em geração.
Foi um deslumbramento!
E pela tradição da minha avó teria ficado assim, mas o meu pai resolveu acrescentar a árvore. Um pinheirinho verdadeiro que ele próprio foi cortar.
Os efeites da árvore ficaram ao encargo da minha mãe.
Com a minha avó fui então tratar das filhoses. Eu não fiz nada, senão assistir e provar a massa crua. Como eu gostava da massa das filhoses!
(Ainda gosto, mas infelizmente já não tenho a minha avó.)
No fritar das filhoses, era tradição contar-se com a ajuda dos homens da casa, para as virar. Naquele ano foi só o meu pai.
Até me lembro de uma graça que a minha avó me contou relativa a essa tradição.
Perguntou-me ela: “Sabes quando é que a mulher chama porco ao homem?”
R.: “Na noite de Natal”
Claro que eu não percebi nada daquilo e ela explicou: “A mulher está sempre a dizer ao homem para virar as filhoses, antes que se queimem e diz – VIRA, VIRA!”
Pelo que ela me contou também era isso que diziam aos porcos para os fazer afastar da pia quando iam deitar comida na pia!

Enquanto tratávamos das filhoses, a minha mãe preparou a Seia de Natal: Couves, batatas, bacalhau e ovos, tudo cozido.
Mas antes de comer todos estes manjares, chegou a hora da Missa do Galo, onde fomos todos aperaltados, de acordo com a tradição!
À saída da Missa do Galo, mais uma tradição nos aguardava: O Madeiro!
Nunca tinha visto uma fogueira tão grande, ao ar livre e tanta gente a conversar à volta. Saudando-se e desejando-se Boas Festas. Do lado da fogueira muito calor, pelo outro lado muito frio! Depois rodava para aquecer o resto do corpo!
Só depois de saudar todos os familiares, o que numa aldeia significa toda a aldeia, se podia regressar a casa. Para então comer a Consoada!

Durante a noite, enquanto dormia, os presentes foram entregues pelo Menino Jesus, em pessoa. De acordo com a tradição da minha avó!"

Agradecido pela partilha desta memória e autorização para o colocar no blog

domingo, 1 de agosto de 2010

Sete novas estâncias abrem em breve


Sete novas estância abrem em breve, uma delas é as Termas de Águas. Pode ver noticia aqui, apesar de na noticia vir referencia de Termas de "Penamacor (Castelo Branco)" esta refere-se ás Termas desta Terra "Fonte Santa" uma vez que são as únicas no Concelho de Penamacor, pode ainda ler-se na noticia que as Termas de "Penamacor em Setembro ou Outubro estará em fase de projecto". É sem duvida uma grande noticia que muito alegra os filhos da Terra, na esperança que tudo corra pelo melhor e que em breve possamos ter as Termas a funcionar a 100% e ser referenciada como uma das Termas de Portugal junto de outras grandes Termas do País.

Noticias sobre as Termas que pode ler:

Rádio cova da Beira

Jornal Reconquista